Uma pesquisa do Correio/Opinião Inteligência Política mostra que 59,6% dos moradores do Distrito Federal aprovam totalmente a internação involuntária de pessoas em situação de rua, percentual que sobe para 78,3% quando somados os que são mais favoráveis do que contrários. A Lei nº 7.923/2026, vigente desde 17 de julho de 2026, já registrou duas internações até o momento e busca oferecer resposta estruturada a essa demanda social.
Apoio popular à medida
Os números indicam forte respaldo da população à nova legislação, que autoriza a internação sem consentimento em casos específicos. Especialistas ressaltam que a medida atende a um desejo coletivo por ação concreta, embora alertem para a necessidade de aplicação criteriosa e integrada a outras políticas públicas.
Visão de especialistas
Andrea Gallassi observa que, independentemente do ponto de vista, o importante é: as pessoas demandam por alguma medida que seja feita para os que estão em situação de rua. Lucas Benevides complementa que a população tende a julgar pelo resultado imediato, que é retirar a pessoa da rua, e não pelo processo clínico e pelos direitos envolvidos. Gilberto Pucca enfatiza que a internação deve ser excepcional, breve e baseada em avaliação clínica individualizada, pois a situação de rua, isoladamente, não é indicação de internação. Ele também afirma que a internação pode controlar uma crise, mas não supera a situação de rua. Luana de Azevedo Pinheiro defende que a construção do vínculo entre a população em situação de rua e a equipe de Consultório na Rua é essencial, priorizando o diálogo antes de qualquer medida mais restritiva.
Posicionamento de candidatos
Celina Leão destaca que, com a garantia legal, partimos para um trabalho que envolve a ação integrada e multidisciplinar das secretárias, especialmente as da Saúde, Desenvolvimento Social e Segurança. José Roberto Arruda lembra que oferecíamos tratamento àqueles que precisavam e passagens para quem desejava voltar a seu estado de origem, aplicando a polícia àqueles que cometem crimes. O debate segue centrado na busca por soluções que conciliem direitos individuais e demandas coletivas.