Em Planaltina, M.S. foi abusada e assassinada pelo pai em setembro de 2025. A vítima de 19 anos deixou um filho de três anos. A avó L.S., de 41 anos, assumiu os cuidados completos da criança.
A avó assume os cuidados
L.S. recebe o neto em casa após o crime. Ela lida com o luto e com as novas responsabilidades diárias. A mulher mudou-se para o Distrito Federal em busca de melhores condições e morou com o pai antes do feminicídio.
A avó relata a rotina com o menino. Ela observa que o neto olha fotos da mãe na parede e pergunta pouco. L.S. concorda quando ele diz que a mãe é uma estrelinha e vai voltar.
O apoio oferecido pelo programa
O programa Acolher Eles e Elas oferece apoio em rede para famílias como a de L.S. Mayara Souza, da Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SMDF, explica o efeito do feminicídio. O feminicídio não mata apenas a mãe. Ele transfere a criação dos filhos para outra mulher da mesma família, quase sempre uma geração acima, que assume o cuidado em condições que não escolheu e sem preparo prévio.
O que muda para as famílias
Famílias atendidas pelo programa recebem orientação prática para criar os órfãos. L.S. afirma que cuidar das crianças é trabalhoso, mas não é mais difícil que perder uma filha. Essa dor não passa.