A Polícia Civil do Distrito Federal desmantelou uma quadrilha de agiotas que atuava no Distrito Federal, Goiás e Tocantins. O grupo cobrava juros abusivos de até 20% ao mês e recorria a ameaças, humilhações públicas e agressões físicas para recuperar os valores emprestados a feirantes e pequenos comerciantes.
Investigação começou após suicídio de feirante
As autoridades iniciaram as apurações depois que um feirante pressionado pelas dívidas cometeu suicídio. A partir desse caso, os investigadores identificaram o padrão de atuação da quadrilha e mapearam suas vítimas em diferentes regiões.
Prisões e bloqueio de bens
A operação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra três integrantes do grupo, além de buscas e apreensões. A Justiça também determinou o bloqueio de bens para evitar a dissipação de recursos obtidos de forma ilegal.
Uso de laranjas e empresas de fachada
Os criminosos recorriam a laranjas e empresas de fachada para lavar o dinheiro arrecadado. Os valores eram investidos em imóveis e veículos de luxo, estratégia que visava ocultar a origem dos recursos provenientes da cobrança extorsiva.