O ministro Gilmar Mendes defendeu o procurador-geral da República Paulo Gonet durante sessão plenária no Supremo Tribunal Federal na sexta-feira, 26 de setembro de 2026. Ele criticou a liberação de informações sigilosas sobre o procurador e cobrou a criação do juiz de garantias na Corte.
Mendes afirmou que as divulgações geraram dano reputacional sem qualquer apuração prévia. A manifestação ocorreu em meio a investigações em andamento no tribunal.
Crítica à divulgação de dados sigilosos
O decano do STF ressaltou a necessidade de decência nos procedimentos. Ele destacou que não é possível liberar sigilo sem investigação e ainda fazer insinuações que prejudicam a imagem de alguém.
Nós temos que ter um mínimo de decência. Não é possível que se libere sigilo dessa forma, sem nenhuma apuração, e se façam insinuações que geram um dano reputacional consumado
Gilmar Mendes
Pedido pela implementação do juiz de garantias
Mendes defendeu a separação clara entre investigação e julgamento no Supremo. Ele argumentou que o relator não pode acumular as funções de investigador, acusador e julgador ao mesmo tempo.
Nós precisamos ter o juiz de garantias no STF. Não é possível que o relator seja ao mesmo tempo investigador, acusador e julgador
Gilmar Mendes
A proposta busca garantir maior equilíbrio nos processos que tramitam na Corte. A defesa do modelo ocorreu em um contexto de discussões sobre a atuação dos ministros em casos sensíveis.