A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma sessão solene na terça-feira, 10 de maio de 2026, para marcar os 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive, mas o evento expôs mais uma vez as falhas persistentes do poder público em garantir moradia digna e apoio efetivo a movimentos periféricos. Deputada Dayse Amarilio (PT), lideranças e artistas como Hugo Matos, Zé Rap, Bia Dantas, Vinícius Gonçalves e Adriano Lopes participaram da homenagem, que incluiu moções de louvor e aplausos entregues aos representantes do coletivo.
Demanda por políticas públicas reais ganha destaque
Durante a solenidade, os representantes da ocupação agradeceram o reconhecimento, porém cobraram com firmeza a implementação de medidas concretas para preservar a memória cultural e ampliar o acesso a direitos básicos na periferia do DF. O tom de cobrança evidenciou que, após mais de uma década, o espaço continua funcionando graças à resistência comunitária, enquanto avanços institucionais permanecem limitados e insuficientes para resolver problemas estruturais de habitação e financiamento cultural.
Resistência cultural expõe descaso histórico
O coletivo Mercado Sul Vive é visto como símbolo de luta por moradia digna e promoção da arte periférica, mas a celebração reforçou a necessidade urgente de proteção estatal que vai além de gestos simbólicos. Artistas e lideranças destacaram os 11 anos de formação e transformação social, ao mesmo tempo em que apontaram a ausência de políticas sustentáveis que evitem o enfraquecimento desses espaços. A solenidade, portanto, serviu mais para lembrar as desigualdades do que para anunciar soluções efetivas.
A Ocupação Mercado Sul Vive é um símbolo de resistência cultural e de luta por moradia digna. São 11 anos de arte, formação e transformação social na periferia do DF. Precisamos valorizar e proteger esses espaços
Dayse Amarilio