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CAPS do DF: desmonte, falta de profissionais e sobrecarga de equipes

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF
Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Na tarde de terça-feira, dia 27, profissionais e usuários da rede pública de saúde mental do Distrito Federal participaram de uma audiência pública na Câmara Legislativa que expôs o grave desmonte dos Centros de Atenção Psicossocial. Deputado Gabriel Magno (PT), a coordenadora Lívia Maria, representantes dos CAPS, usuários, a Secretaria de Saúde do DF e conselheiros de saúde debateram o fortalecimento do serviço e o cumprimento das metas do Plano Distrital de Saúde Mental. O encontro revelou falhas estruturais que comprometem o atendimento à população.

Relatos de dificuldades evidenciam falhas no sistema

Durante a audiência, participantes denunciaram a falta de profissionais e a sobrecarga das equipes existentes. Esses problemas impedem que os CAPS atendam a demanda crescente por cuidados psicossociais em todas as regiões do Distrito Federal. A ausência de investimentos adequados agrava a situação e deixa usuários sem suporte adequado.

Exigências por ampliação e qualificação do atendimento

Os presentes cobraram do Governo do Distrito Federal a ampliação dos serviços conforme previsto no plano de saúde mental. Sem equipes completas e em número suficiente, o risco de retrocesso na Reforma Psiquiátrica aumenta. Internações desnecessárias e dificuldades de reinserção social tendem a se multiplicar caso as falhas persistam.

Nós temos um Plano Distrital de Saúde Mental que prevê a ampliação dos CAPS, mas infelizmente o que temos visto é um desmonte. Precisamos garantir que o serviço chegue a todas as regiões do DF, com equipes completas e em número suficiente para atender a demanda

Gabriel Magno

Os CAPS são dispositivos fundamentais para a Reforma Psiquiátrica. Não podemos permitir que haja retrocesso. É preciso investir na rede de atenção psicossocial para evitar internações desnecessárias e promover a reinserção social

Vamos continuar fiscalizando e cobrando. A saúde mental não pode ser tratada como algo secundário. O momento é de ampliar e qualificar o atendimento

Gabriel Magno

A fiscalização contínua permanece essencial para que a saúde mental deixe de ser tratada como prioridade secundária no Distrito Federal.

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