O Distrito Federal registrou pelo menos nove ocorrências policiais envolvendo pessoas em situação de rua entre 28 de julho e 12 de agosto de 2026. Os casos, concentrados em áreas como Asa Sul e Taguatinga, incluem agressões, roubos, o sequestro de uma idosa de 97 anos e um homicídio cometido com 36 facadas. A sequência de eventos mobilizou discussões sobre segurança, assistência social e saúde mental, levando o governo local a adotar novas medidas de resposta integrada.
Protocolo de atendimento integrado
Em resposta aos incidentes, a governadora Celina Leão anunciou um protocolo que prevê a presença de equipes de assistência social durante atendimentos da Polícia Militar. Delegados poderão acionar o Samu para encaminhamento imediato de pessoas em situação de rua ao Hospital São Vicente de Paulo quando necessário. A transferência do Centro Pop também integra o pacote de ações para melhorar o acolhimento e a prevenção de novos conflitos.
Ocorrências e vítimas envolvidas
Entre as vítimas identificadas estão uma idosa de 97 anos, um servidor do Senado, uma criança de cinco anos e um jornalista, além de outros indivíduos afetados por agressões e roubos. As ocorrências variaram em gravidade e chamaram atenção para a necessidade de abordagens que combinem repressão qualificada com suporte social. As autoridades destacam que os atendimentos agora contarão com maior articulação entre Polícia Militar, Samu e órgãos de assistência para reduzir riscos e oferecer encaminhamentos adequados.
As novas diretrizes buscam equilibrar a atuação policial com o cuidado humanizado, especialmente em casos que envolvam saúde mental. O governo estadual informa que o protocolo será monitorado para avaliar sua eficácia nos próximos meses. A expectativa é que a medida contribua para diminuir a repetição de episódios semelhantes no Distrito Federal.