A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira um projeto de lei que cria o piso salarial para tradutores e intérpretes de Libras, revelando anos de negligência com profissionais essenciais à inclusão de pessoas surdas no Distrito Federal.
Aprovação tardia e de alcance limitado
O texto, de autoria do deputado Iolando, do MDB, passou em dois turnos e agora depende da sanção do governador Ibaneis Rocha, também do MDB. Cerca de trezentos profissionais do setor público e privado serão beneficiados com dois salários mínimos, reajustados anualmente conforme o piso nacional. Apesar da vitória formal, a iniciativa expõe a demora em reconhecer o trabalho desses especialistas, que atuam em condições muitas vezes precárias.
A proposta busca corrigir uma distorção histórica, mas especialistas alertam que o valor fixado pode não atrair novos talentos nem reter os que já enfrentam sobrecarga e falta de estrutura adequada.
Reação dos envolvidos e próximos passos
O projeto representa uma resposta parcial a demandas antigas por valorização, porém sua aplicação dependerá de fiscalização rigorosa para evitar que empregadores do setor privado ignorem a regra.
Essa é uma conquista histórica para os tradutores e intérpretes de Libras. Esses profissionais são essenciais para garantir o acesso à informação e a participação plena das pessoas surdas na sociedade
Iolando
Com a sanção pendente, permanece a dúvida sobre o real compromisso das autoridades em transformar a norma em melhorias concretas para a comunidade surda do Distrito Federal.