Distrito FederalEducaçãoPolítica

ENEJA 2026 expõe fracasso persistente na educação de jovens e adultos

53
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

O XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA) teve início em meio a críticas sobre a persistente negligência de políticas públicas voltadas para esse segmento educacional. A sessão solene de abertura, realizada no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal em Brasília na noite de 27 de maio de 2026, foi promovida pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura. Representantes de fóruns de EJA, poderes Executivo e Legislativo, além de entidades de pesquisa, participaram do evento que se estende até 30 de maio com mesas-redondas e debates. Apesar das intenções declaradas de fortalecer a articulação nacional, o encontro evidencia os repetidos fracassos em garantir acesso efetivo à educação para jovens e adultos excluídos do sistema regular.

Problemas estruturais permanecem sem solução

A programação inclui grupos de trabalho e plenárias destinadas a estimular o diálogo entre sociedade civil e poder público, mas analistas apontam que eventos semelhantes no passado não resultaram em avanços concretos. A defesa do direito à educação surge justamente porque dados recentes mostram índices alarmantes de analfabetismo funcional entre adultos no Distrito Federal e em todo o país. A iniciativa do deputado Gabriel Magno busca pressionar por mudanças, porém a falta de recursos e a descontinuidade de programas federais agravam a situação de milhares de estudantes que dependem da EJA para concluir a formação básica.

Articulação nacional diante de cortes orçamentários

Durante os quatro dias de atividades, o foco recai sobre a necessidade de políticas mais robustas, enquanto representantes dos fóruns de EJA alertam para o impacto de sucessivos cortes em verbas educacionais. O encontro, que conta com atividades culturais e participação de órgãos federais, revela a fragilidade do sistema e a urgência de ações que vão além de solenidades. Sem investimentos consistentes, o direito à educação para esse público permanece ameaçado, perpetuando desigualdades históricas que o XIX ENEJA tenta, mais uma vez, denunciar.

Conteúdos relacionados