A terceira edição da Semana Distrital da Pessoa Idosa reuniu especialistas e autoridades na Câmara Legislativa do Distrito Federal para discutir atividade física e políticas públicas, mas evidenciou a lentidão na efetivação de direitos básicos para a terceira idade, conforme previsto no Estatuto do Idoso.
Debates expõem falta de investimentos
O evento, realizado no auditório da CLDF entre 28 e 29 de maio de 2026, contou com mesas de abertura e palestras sobre prevenção de quedas, fortalecimento muscular e saúde mental. Ainda assim, parlamentares e gerontologistas alertaram para a ausência de espaços públicos adaptados e programas contínuos de lazer, o que agrava o isolamento e a fragilidade dos idosos no Distrito Federal.
Urgência por políticas efetivas
Procuradora Sandra Negrine reforçou o compromisso institucional, mas os participantes destacaram que muitos direitos permanecem no papel. Educadores físicos e idosos presentes cobraram ações integradas que vão além de eventos pontuais, diante do envelhecimento populacional acelerado e da escassez de recursos.
É fundamental que o poder público invista em programas que garantam envelhecimento saudável, com acesso a atividades físicas, lazer e cuidados integrados
Chico Vigilante
O deputado Chico Vigilante (PT) e a Procuradoria Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Pro 60+) defenderam maior articulação entre órgãos, mas o tom das discussões revelou frustração com a demora em transformar recomendações em realidade concreta para a população idosa.