A Secretaria de Saúde do Distrito Federal prestou contas do terceiro quadrimestre de 2025 à Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal em audiência pública realizada na terça-feira (26), mas o encontro revelou a persistência de dúvidas sobre a real eficiência no uso dos recursos do Sistema Único de Saúde.
Exigências legais expõem fragilidades na gestão
A subsecretária Dayse Amarílio apresentou dados financeiros e operacionais referentes ao período de maio a agosto de 2025, conforme determina a Lei Complementar 141/2012. Deputados distritais questionaram a falta de clareza em alguns indicadores, evidenciando que a obrigatoriedade da prestação de contas surge justamente diante de problemas recorrentes na aplicação de verbas públicas.
Repercussões para a população do Distrito Federal
O formato da audiência permitiu esclarecimentos pontuais, porém parlamentares destacaram que a transparência exigida por lei ainda não impede que gargalos operacionais afetem o atendimento à população. A sessão reforçou a necessidade de maior rigor no acompanhamento dos gastos, especialmente em um cenário de demandas crescentes por serviços de saúde.
Essa prestação de contas é um instrumento fundamental de transparência. Ela permite que a população e os representantes do povo acompanhem como os recursos públicos estão sendo aplicados na saúde.
Dayse Amarílio
Apesar do cumprimento formal da exigência legal, o episódio sublinha as dificuldades estruturais enfrentadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal na gestão dos recursos, deixando em aberto a cobrança por resultados mais concretos nos próximos quadrimestres.