A solenidade de entrega da Comenda Zumbi dos Palmares e da Medalha do Mérito da Luta de Terreiro, marcada para terça-feira, 23 de junho de 2026, a partir das 19h no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, expõe mais uma vez a necessidade de homenagens formais em meio à persistente intolerância religiosa que atinge comunidades de terreiro em Brasília. Proposta pelo deputado Fábio Felix (PSol), a cerimônia reconhecerá o trabalho de 15 lideranças e apoiadores que atuam na defesa das religiões de matrizes africanas e afro-indígenas, conforme leis distritais de 2021. Apesar do caráter oficial, o evento revela o quanto essas práticas culturais ainda enfrentam preconceito e falta de políticas efetivas de proteção.
Contexto de resistência diante de desafios diários
As comunidades de terreiro do DF continuam a operar como espaços de preservação da ancestralidade e da espiritualidade, mas sofrem com ataques recorrentes e marginalização social. A homenagem busca valorizar figuras como Babalorixá Gildo de Ogum, Babá Murah e Iyalorixá Cida de Oxum, que sustentam essas redes de apoio em um cenário marcado por discriminação. A transmissão ao vivo pelo canal da CLDF no YouTube permitirá que o público acompanhe, porém não substitui a urgência de medidas concretas contra a intolerância que persiste na capital.
Detalhes da cerimônia e seu significado limitado
O evento será aberto ao público e reunirá lideranças que promovem uma sociedade mais plural, conforme destacado pelo próprio parlamentar. Ainda assim, a realização dessa solenidade após cinco anos das leis de 2021 evidencia atrasos na aplicação de direitos e o peso da resistência cultural diante de barreiras institucionais. Com foco na valorização de terreiros como locais de memória e construção coletiva, a iniciativa não resolve os problemas estruturais enfrentados diariamente por essas comunidades.
Essa homenagem é um reconhecimento importante para quem sustenta as comunidades de terreiro, que são espaços de preservação da memória, da ancestralidade, da cultura e da espiritualidade. São lugares de resistência e de construção de uma sociedade mais justa e plural.
deputado Fábio Felix