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SUS ignora optometristas e agrava fila por atendimento ocular no DF

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Sala de espera em posto de saúde do DF com equipamentos para atendimento ocular do SUS
Sala de espera em posto de saúde do DF com equipamentos para atendimento ocular do SUS

A audiência pública agendada para esta quinta-feira, 25 de junho de 2026, às 19h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal expõe as falhas persistentes no acesso à saúde visual no Sistema Único de Saúde. Convocada pelo deputado Thiago Manzoni (PL), a reunião reunirá representantes do Conselho Brasileiro de Optometria e Ciências da Visão, da Associação Brasileira de Optometria, do Sindicato dos Optometristas do Distrito Federal, universidades e órgãos do Ministério da Saúde para debater a relevância dos optometristas na atenção primária. Apesar da transmissão ao vivo pelo canal da Casa no YouTube, o evento revela a urgência de corrigir lacunas que limitam o atendimento integral à população.

Barreiras no acesso à saúde visual

O debate surge em meio a críticas sobre a ausência de reconhecimento formal dos optometristas na rede pública, o que agrava a fila de espera por consultas oftalmológicas em Brasília e em outros estados. Participantes destacam que a falta de integração desses profissionais ao SUS compromete o diagnóstico precoce de problemas visuais, especialmente em regiões com escassez de especialistas. Universidades e secretarias de Saúde presentes devem apresentar dados que reforçam a necessidade de mudanças estruturais para evitar o agravamento de casos evitáveis.

Impactos da falta de regulamentação

Organizações como o Conselho Brasileiro de Optometria e Ciências da Visão alertam para o prejuízo causado pela desvalorização da categoria, que impede a ampliação de atendimentos básicos e sobrecarrega o sistema hospitalar. A reunião aberta ao público pretende contribuir para políticas que ampliem o acesso, mas enfrenta resistência histórica de setores que ignoram o potencial desses profissionais na atenção primária. Sem avanços concretos, a população continua refém de serviços fragmentados e de baixa resolutividade.

É fundamental reconhecer e regulamentar a atuação desses profissionais na rede pública, garantindo atendimento integral e humanizado à população.

Thiago Manzoni

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