Duas gestantes morreram no Hospital Regional de Samambaia em decorrência de complicações clínicas durante o trabalho de parto. Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, faleceu em 10 de julho de 2026, e Maria Aparecida Caldino dos Santos, de 25 anos, morreu três dias depois, em 13 de julho. O secretário de saúde, Juracy Cavalcante, apresentou os casos em coletiva de imprensa realizada em 16 de julho e afirmou que as mortes resultaram de atonia uterina no primeiro caso e de alteração na coagulação sanguínea no segundo.
Complicações clínicas detalhadas
As investigações internas seguem em andamento para esclarecer os desfechos. Cavalcante explicou que a atonia uterina impede a contração do órgão após o parto e pode gerar hemorragia grave. No segundo caso, a alteração de coagulação impactou diretamente a evolução do quadro clínico. Os familiares das vítimas questionam a negação de cesariana, mas o secretário ressaltou que as complicações não estão necessariamente ligadas ao tipo de procedimento escolhido.
Investigações e esclarecimentos
O Hospital Regional de Samambaia mantém os procedimentos de apuração interna para avaliar todos os atendimentos prestados. Até o momento, não foram divulgados resultados conclusivos sobre possível negligência. O caso mobilizou a comunidade local e reforça a importância de protocolos de atendimento obstétrico em unidades públicas do Distrito Federal.
É uma situação em que o útero não retrai, o que pode provocar hemorragia intensa. Houve tentativa de controle, inclusive com a retirada do útero, para salvar a paciente
Juracy Cavalcante
Autoridades de saúde orientam que as famílias acompanhem os desdobramentos por meio dos canais oficiais. O episódio evidencia a necessidade de investimentos contínuos em equipes e equipamentos para reduzir riscos maternos em partos de alta complexidade.