A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal para marcar os 20 anos do Centro de Regulação de Internações e Alta Complexidade em Saúde revelou, mais uma vez, que o acesso equitativo aos serviços do SUS continua enfrentando obstáculos significativos apesar das celebrações. Proposta pela deputada Dayse Amarilio, o evento reuniu servidores do Cerih, gestores e parlamentares para discutir história, avanços e, principalmente, os desafios persistentes da regulação no sistema público de saúde.
Debates expõem limitações estruturais
Durante a quinta-feira, 4 de setembro de 2026, os participantes destacaram que a regulação, embora essencial, opera sob pressão constante de recursos escassos e demandas crescentes. A análise dos 20 anos de funcionamento do Cerih evidenciou que muitos problemas estruturais permanecem sem solução definitiva, deixando pacientes em situações de espera prolongada e servidores sobrecarregados.
Trabalho invisibilizado diante de restrições
Os debates também chamaram atenção para a rotina de profissionais que precisam tomar decisões críticas sem o apoio necessário, o que compromete a agilidade e a justiça no atendimento. A falta de investimentos adequados ao longo das duas décadas agrava a pressão sobre o sistema e reforça desigualdades no acesso à saúde de alta complexidade no Distrito Federal.
A regulação não é apenas um processo burocrático, é um ato de justiça social. São esses servidores que, muitas vezes invisibilizados, decidem prioridades e garantem que o paciente mais grave seja atendido primeiro.
Dayse Amarilio
Outro ponto central foi a necessidade de maior visibilidade para esses trabalhadores, que atuam com responsabilidade ética mesmo em condições adversas. A sessão concluiu que, sem mudanças concretas na alocação de recursos e no reconhecimento institucional, os avanços celebrados podem não se traduzir em melhorias reais para a população.