O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, negou nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, qualquer envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes ao prestar depoimento ao ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. Barbosa contestou as acusações feitas por Ronnie Lessa em delação premiada e afirmou que nunca manteve ligações com milícias. O depoimento ocorreu em audiência no STF e serviu para rebater imputações que o colocam como participante de um suposto complô.
Durante o testemunho, o ex-comandante da corporação carioca reiterou seu compromisso com a verdade e criticou a forma como as investigações foram conduzidas até o momento. Ele ressaltou que as alegações de Lessa carecem de provas concretas e que a delação apresenta inconsistências graves. Barbosa também destacou que sempre atuou dentro da legalidade em suas funções públicas.
Declarações de inocência no stf
Barbosa usou o depoimento para afirmar categoricamente sua inocência e para contestar o papel que lhe atribuem no crime. Ele negou veementemente ter ordenado ou participado de qualquer plano contra as vítimas.
Eu não sou o monstro que pintaram
Rivaldo Barbosa
Eu não participei de nenhum complô para matar Marielle. Eu não mandei matar ninguém.
Rivaldo Barbosa
Denúncias de abusos em busca domiciliar
O ex-chefe da Polícia Civil também denunciou irregularidades durante a busca realizada em sua residência. Segundo ele, agentes entraram no imóvel sem mandado judicial adequado, violaram sigilo de documentos pessoais e expuseram itens de familiares. Barbosa classificou o procedimento como abusivo e afirmou que tais condutas não configuram investigação legítima, mas sim perseguição. O relato reforça a defesa de que a delação de Lessa precisa ser revisada pelo STF para evitar condenações baseadas em irregularidades processuais.