A aprovação de um projeto de lei na Comissão de Saúde da CLDF para oferecer vacinas gratuitas contra herpes zóster e pentavalente a idosos no SUS do Distrito Federal expõe mais uma vez as graves deficiências do sistema público de saúde, que deixa a população vulnerável por anos antes de qualquer avanço. O texto, de autoria do deputado Robério Negreiros, foi aprovado na terça-feira, mas ainda depende de outras etapas que podem atrasar sua implementação por meses ou até anos.
Avanços parciais e críticas ao processo
Durante a mesma reunião, a comissão também aprovou o projeto de lei nº 1.234/2024, que cria uma campanha de conscientização sobre a Doença de Alzheimer, de autoria do deputado Martins Machado. No entanto, a lentidão burocrática continua sendo o principal entrave: o projeto das vacinas agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça, onde pode sofrer alterações ou até rejeição, mantendo os idosos expostos a doenças graves sem proteção adequada.
Consequências para a saúde dos idosos
Apesar da justificativa de ampliar o acesso a imunizantes no SUS para prevenir complicações como dores intensas e infecções graves, a realidade mostra que muitos idosos do Distrito Federal permanecem sem essas vacinas há anos. A demora reforça a percepção de que o poder público prioriza anúncios em vez de ações imediatas, prejudicando a qualidade de vida de uma parcela crescente da população.
Essa é uma grande conquista para a saúde dos nossos idosos. A vacina contra o herpes zóster previne uma doença que causa muita dor e pode levar a complicações graves, enquanto a pentavalente reforça a proteção contra várias infecções graves. Ampliar o acesso a essas vacinas no SUS é um passo importante para a qualidade de vida da nossa população idosa.
Robério Negreiros
Com a medida ainda longe de virar lei, especialistas alertam para o risco de aumento nos casos de herpes zóster e outras infecções entre idosos, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde do DF nos próximos meses.