A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na noite de quarta-feira, dia 26, uma sessão solene para homenagear os cargos de sustentação das comunidades de terreiro, mas o evento reforça o quadro persistente de intolerância religiosa que ainda atinge lideranças de matriz africana no Distrito Federal.
Episódios de intolerância marcam a realidade dos terreiros
Deputado Fábio Felix (PSOL), representantes de diversas nações e tradições religiosas de matriz africana, lideranças religiosas, autoridades e militantes do movimento negro e de direitos humanos participaram da solenidade na CLDF. Os homenageados receberam placas em reconhecimento a funções como ogã, equede, alabê, ialorixá, babalorixá, vodunon, pai e mãe de santo, essenciais para a manutenção da vida espiritual, ritual, social e cultural dos terreiros.
Durante a sessão, relatos sobre episódios de intolerância religiosa evidenciaram que o reconhecimento chega em meio a ataques recorrentes contra essas comunidades, demonstrando que a discriminação continua a ameaçar a preservação cultural e espiritual de grupos vulneráveis.
Reconhecimento oficial não elimina ameaças diárias
O evento buscou combater a intolerância religiosa por meio de discursos e homenagens, porém a necessidade de tal solenidade revela falhas estruturais na proteção desses espaços sagrados e na garantia de direitos básicos para praticantes de religiões de matriz africana.
Essa sessão é um marco na luta contra a intolerância religiosa e no reconhecimento da importância das religiões de matriz africana para a nossa sociedade. Os cargos de sustentação são fundamentais para a preservação da nossa cultura e espiritualidade.
Fábio Felix