A Embrapa foi credenciada como Autoridade Depositária Internacional, habilitando-a a receber, certificar e patentear material genético e microrganismos para invenções biotecnológicas. A partir de agora, pesquisadores brasileiros poderão depositar amostras no banco genético da instituição em vez de enviá-las ao exterior, o que fortalece a posição do país no cenário científico global.
Benefícios econômicos e estratégicos
O credenciamento elimina a necessidade de remessas internacionais e reduz custos estimados em cerca de R$ 60 mil por material depositado. Além disso, a medida gera receita para a Embrapa e promove maior soberania sobre a biodiversidade nacional. Profissionais de ciência e tecnologia brasileiros passam a contar com uma estrutura local segura e reconhecida internacionalmente.
Proteção contra biopirataria
Com a nova atribuição, o Brasil ganha autonomia para gerenciar seus recursos biológicos de forma mais eficiente. O depósito interno evita riscos associados ao envio de amostras para outros países e reforça mecanismos de controle sobre o uso de material genético.
Somos um país extremamente rico em biodiversidade. Mandar nosso material biológico pode trazer algum tipo de risco. Fazendo isso aqui dentro, a gente evita problemas de biopirataria ou qualquer uso indevido de material brasileiro.
Selma Beltrão
Perspectivas para o ecossistema científico
A diretora de governança Selma Beltrão destacou que a Embrapa não atuará apenas no âmbito nacional. A instituição agora integra uma rede global de autoridades depositárias, ampliando oportunidades de colaboração e inovação em biotecnologia.