O lançamento do livro “Som e fúria no século XXI”, organizado pelo jornalista Hugo Oliveira, ocorre em meio a um cenário de estagnação persistente nas políticas culturais do Brasil. O evento, marcado para 12 de agosto de 2026 às 18h30 no Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, reúne mais de 200 artigos da coluna “O quinto ato” e promete destacar as dificuldades enfrentadas pelo teatro entre 2019 e 2024. Com entrada franca e distribuição gratuita da obra, a iniciativa da CLDF chega em um momento em que recursos para a cultura seguem limitados e a resistência artística revela mais problemas do que avanços.
Críticas ao período cultural recente
O prefácio assinado por Sérgio Maggio reforça o tom negativo da publicação, que adapta a frase de Shakespeare para denunciar as turbulências do século XXI. Oliveira utiliza o material para registrar de forma crítica as experiências vividas no teatro e na cultura, expondo como cortes orçamentários e instabilidades políticas afetaram produções e artistas. A obra não celebra conquistas, mas evidencia a luta constante contra obstáculos que ainda persistem no Distrito Federal e no país.
Evento com entrada franca na CLDF
A sessão de lançamento, aberta ao público, distribui exemplares sem custo, porém o gesto não mascara as falhas estruturais que o livro documenta. Entre 2019 e 2024, o teatro brasileiro enfrentou reduções de apoio e falta de continuidade em programas federais, conforme apontado nos textos compilados. O autor transforma a análise em um alerta sobre a fragilidade do setor, sem promessas de solução imediata.
O livro é uma espécie de diário crítico do que vivi e vi no teatro e na cultura nos últimos anos. É um registro de como a arte reage, resiste e reflete o tempo em que vivemos.
Hugo Oliveira
Com foco em registrar a reação da arte diante de adversidades, a publicação chega para reforçar debates sobre a necessidade de mudanças reais nas políticas culturais. O evento na CLDF oferece acesso direto ao material, mas deixa claro que as “fúrias” do período analisado continuam influenciando o presente do teatro nacional.