BrasilEconomia

Quase metade dos motoristas e entregadores de apps no Brasil entra por falta de emprego formal

0
Expectativa de maior renda motivou 20,8% dos trabalhadores de plataformas Fernando Frazão/Agência Brasil - 06.03.2024
Expectativa de maior renda motivou 20,8% dos trabalhadores de plataformas Fernando Frazão/Agência Brasil - 06.03.2024

Quase metade dos trabalhadores de aplicativos de entrega e transporte no Brasil ingressou no setor por falta de outra opção de emprego ou expectativa de maior renda, conforme revela a PNAD Contínua do IBGE. Os dados mostram que o número de profissionais atuando em plataformas como Uber, iFood, Rappi e 99 cresceu de 1,9 milhão em 2022 para 2,9 milhões em 2024. A pesquisa, divulgada em 4 de setembro de 2026, destaca tanto a busca por flexibilidade quanto as dificuldades no mercado formal.

Crescimento acelerado no setor

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sobre Trabalho e Rendimento entrevistou trabalhadores de apps de entrega e transporte de passageiros em todo o país. O aumento de um milhão de pessoas em dois anos reflete a expansão das plataformas digitais e a atratividade dessa modalidade de ocupação. Muitos profissionais relatam que a atividade permite conciliar horários, mas a entrada costuma ocorrer diante de limitações no emprego tradicional.

Motivos que levam à adesão

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, a flexibilidade é um atrativo importante, porém a falta de alternativas no mercado formal também influencia bastante. A análise indica que a atividade tem atraído trabalhadores que enfrentam dificuldades para conseguir vagas com carteira assinada. O estudo ressalta ainda a busca por renda complementar como fator relevante para parte dos entrevistados.

Essa é uma atividade que tem atraído muitos trabalhadores, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades no mercado formal de trabalho. A flexibilidade é um atrativo, mas a falta de opção também pesa bastante.

Adriana Beringuy

Os resultados da PNAD Contínua reforçam a necessidade de políticas públicas que ampliem a proteção social para esses profissionais. O crescimento contínuo do setor exige atenção de governos e empresas para garantir condições adequadas de trabalho.

Conteúdos relacionados

Vigilância Sanitária de Goiás
BrasilSaúdeSegurança

Ministério Público recomenda suspensão de furadeiras domésticas em cirurgias ortopédicas em Anápolis

O Ministério Público de Goiás recomendou ao Hospital Estadual de Anápolis a...

Polo de economia criativa em Brasília com arquitetura moderna
Distrito FederalEconomiaPolítica

Celina Leão propõe polo de economia criativa no DF e defende gestão

A governadora e candidata à reeleição Celina Leão participou na quinta-feira, 3...

Renda de trabalhadores plataformizados cresceu apenas 1%, contra 10,6% dos não plataformizados Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo
BrasilEconomia

Número de trabalhadores de apps no Brasil cresce 36,8% e chega a 1,8 milhão

O número de trabalhadores que utilizam plataformas digitais como única ou principal...

STF analisa validade das regras da Reforma Trabalhista que limitam a gratuidade automática Rosinei Coutinho/STF – 01.07.2026
BrasilPolítica

STF limita justiça gratuita na Justiça do Trabalho a dois salários mínimos

O Supremo Tribunal Federal fixou novas regras para a concessão da justiça...