A deputada Dayse Amarilio (PT) criticou duramente a possível redução no quadro de pessoal da Casa Abrigo durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais da Câmara Legislativa na terça-feira, 27 de maio de 2026. A parlamentar alertou que a medida pode comprometer o atendimento 24 horas a mulheres vítimas de violência em um cenário de aumento dos casos.
Questionamentos sobre planejamento de pessoal
A gestora Mônica de Oliveira reforçou a preocupação ao informar que a unidade conta atualmente com 23 servidores. Ela destacou que qualquer corte no efetivo prejudicaria o acolhimento contínuo, essencial para a segurança das abrigadas. A audiência foi solicitada pela própria deputada para cobrar esclarecimentos sobre o futuro da equipe.
A Casa Abrigo é um equipamento importantíssimo para a proteção de mulheres vítimas de violência. Não podemos admitir que o quadro de pessoal seja reduzido, pois isso compromete o atendimento
Dayse Amarilio
Riscos para o atendimento 24 horas
Dayse Amarilio cobrou ainda detalhes sobre o planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e afirmou que não é possível aceitar cortes enquanto a violência contra a mulher cresce. A representante da Sedes, Larissa Mendes, limitou-se a dizer que a realocação de servidores está em avaliação, mas garantiu que o serviço à população não será afetado.
Precisamos saber qual é o planejamento. Não dá para reduzir o quadro num momento em que a violência contra a mulher só aumenta
Dayse Amarilio
Temos hoje 23 servidores. A redução poderia prejudicar o acolhimento 24 horas, que é essencial para as mulheres abrigadas
Mônica de Oliveira
O tom negativo da audiência evidenciou a insegurança das atendidas e dos profissionais diante de uma possível diminuição de recursos humanos em um equipamento vital para a proteção de vítimas.