O deputado Ricardo Vale (PT) criticou nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, o modelo atual de licitações para concessão de espaços em feiras permanentes do Distrito Federal. Durante sessão ordinária na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o parlamentar alertou que processos baseados apenas no maior preço podem expulsar feirantes que atuam há anos nos locais, gerando prejuízos sociais graves. Ele elogiou a recente reunião do Governo do Distrito Federal com os trabalhadores, mas cobrou inclusão imediata de critérios de emprego e inclusão social para evitar danos maiores.
Critérios sociais ausentes geram insegurança
A ausência de parâmetros que valorizem a permanência de quem já construiu a vida nas feiras preocupa lideranças do setor. Ricardo Vale destacou que priorizar somente o aspecto econômico desconsidera a geração de empregos e a trajetória de famílias que dependem desses espaços. Sem mudanças rápidas, o risco de remoção de trabalhadores antigos aumenta, aprofundando a vulnerabilidade econômica de centenas de pessoas no Distrito Federal.
Regularização lenta agrava problemas dos feirantes
O parlamentar também cobrou agilidade do GDF na regularização das feiras permanentes. A demora nos processos licitatórios mantém os feirantes em situação de incerteza, impossibilitando investimentos e planejamento de longo prazo. Essa inércia administrativa, segundo o deputado, perpetua um cenário de instabilidade que afeta diretamente a renda e a inclusão social de quem já opera nos locais há décadas.
Quero parabenizar o GDF pela reunião que foi feita com os feirantes. Isso é muito importante, porque a gente precisa ter um olhar social para as licitações. Não pode ser só o critério do maior preço. Tem que ter critérios sociais, como a geração de emprego, a inclusão de pessoas que já estão trabalhando na feira há muito tempo
Ricardo Vale
O discurso reforça a urgência de revisar os editais para proteger quem construiu as feiras ao longo dos anos.