A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na terça-feira, o projeto de lei que cria uma campanha de incentivo ao empreendedor rural, mas a medida chega tarde diante de anos de descaso com a produção agrícola local e revela a lentidão das políticas públicas para o setor.
Problemas crônicos ignorados por muito tempo
Produtores rurais do Distrito Federal enfrentam dificuldades históricas de comercialização, falta de capacitação e acesso limitado a tecnologias sustentáveis. Embora o texto aprovado preveja feiras, workshops e parcerias com instituições de ensino, especialistas apontam que iniciativas semelhantes já falharam por falta de recursos concretos e integração efetiva entre as secretarias de agricultura, meio ambiente e turismo.
Reações mistas entre os parlamentares
A deputada Paula Belmonte, autora do projeto, defendeu a proposta com veemência durante a votação. “O empreendedor rural precisa de mais do que subsídios. Ele precisa de capacitação, de acesso a tecnologia, de integração entre as políticas públicas e de oportunidades concretas de comercialização. Essa campanha vem para organizar e potencializar todas essas frentes.”
O empreendedor rural precisa de mais do que subsídios. Ele precisa de capacitação, de acesso a tecnologia, de integração entre as políticas públicas e de oportunidades concretas de comercialização. Essa campanha vem para organizar e potencializar todas essas frentes.
Paula Belmonte
O relator, deputado Iolando, também destacou o potencial do campo, mas reconheceu que medidas isoladas não bastam para reverter a dependência de poucos produtos e a baixa profissionalização dos produtores.
Próximos passos incertos no legislativo
O projeto agora segue para outras etapas na CLDF, e não há garantia de que será transformado em lei com rapidez ou dotado de orçamento suficiente. Enquanto isso, o empreendedor rural continua à espera de ações que realmente melhorem sua qualidade de vida e promovam a sustentabilidade no campo do Distrito Federal.