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Idosos do DF seguem sem políticas permanentes apesar de evento na CLDF

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Foto: Felipe Ando / Agência CLDF
Foto: Felipe Ando / Agência CLDF

A III Semana da Pessoa Idosa na Câmara Legislativa do Distrito Federal expõe mais uma vez as deficiências estruturais no atendimento à população idosa, mesmo com a oferta temporária de serviços básicos entre 26 e 30 de maio de 2026. Organizada pela Procuradoria Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Pro 60+), em parceria com o deputado Chico Vigilante (PT), a iniciativa ocorre no Foyer da CLDF, em Brasília, das 9h às 17h, oferecendo aferição de pressão, testes de glicemia e orientações jurídicas. Contudo, o evento ressalta a ausência de políticas permanentes que garantam dignidade contínua aos idosos do DF.

Atendimentos pontuais sem solução duradoura

Por meio de estandes com cadastramento em programas sociais e palestras sobre saúde mental e envelhecimento ativo, a programação inclui ainda apresentações musicais, dança, coral e oficinas de artesanato. Essas ações visam integração e visibilidade às demandas por políticas públicas, mas evidenciam que o apoio concreto permanece restrito a cinco dias por ano. A população idosa enfrenta barreiras diárias que vão além de medições isoladas de glicemia ou pressão arterial.

Demanda por respeito e qualidade ignorada

Apesar das intenções declaradas, o formato do evento não altera o cenário de negligência crônica enfrentado pelos idosos fora desse período. Proporcionar visibilidade momentânea não substitui o acesso permanente a serviços de qualidade e respeito integral.

É uma semana para celebrar a vida, o conhecimento e a experiência dos nossos idosos. Além dos serviços, temos palestras sobre temas relevantes como saúde mental, direitos e envelhecimento ativo.

Cláudio Ferreira

Precisamos garantir que as pessoas envelheçam com dignidade, acesso a serviços de qualidade e respeito. Esta semana é uma forma de dar visibilidade a essas demandas e oferecer apoio concreto à nossa população idosa.

Chico Vigilante

A realização reforça que, sem investimentos estruturais, iniciativas como essa servem apenas como paliativos que mascaram a urgência de mudanças reais no Distrito Federal.

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