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CLDF lança livro sobre servidores pioneiros 35 anos depois com vários já mortos

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Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza na próxima quarta-feira, 17 de junho de 2026, o lançamento do livro “Servidores Pioneiros – Memórias e Histórias da CLDF”, que reúne depoimentos de 66 servidores. O evento, marcado para as 19h no Plenário, destaca a celebração dos 35 anos da Casa, porém revela um cenário sombrio: muitos dos pioneiros que participaram da instalação do Legislativo local já morreram sem deixar registros suficientes, o que expõe a fragilidade na preservação da história institucional.

Perdas irreversíveis marcam o resgate

A publicação, coordenada por Marly Montanheiro e Ana Maria Campos, surge como tentativa de documentar os primeiros anos da CLDF por meio de relatos vivos. Deputados como Wellington Luiz (MDB), Ricardo Vale (PT) e Pastor Daniel de Castro (PP) participam da sessão solene, que inclui homenagens. Ainda assim, o atraso no projeto evidencia falhas graves na valorização daqueles que construíram a instituição, deixando lacunas que não poderão mais ser preenchidas.

Distribuição condicionada a doações

O exemplar será entregue gratuitamente mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, uma iniciativa que tenta aliar memória e solidariedade. No entanto, a medida não apaga o fato de que a consolidação do Poder Legislativo do Distrito Federal dependeu de servidores cujas contribuições permanecem subestimadas até hoje, gerando frustração entre aqueles que acompanharam o processo desde o início.

É um resgate histórico importante. Muitos servidores que atuaram na instalação da CLDF já faleceram. Então, é um registro para as futuras gerações conhecerem a história da Casa por meio de quem viveu aquele momento.

Marly Montanheiro

O livro busca preservar a memória para as próximas gerações, mas o tom predominante é de lamento diante das oportunidades perdidas. Com a sessão solene, a CLDF tenta corrigir omissões antigas, embora o impacto negativo da ausência de muitos protagonistas continue a pesar sobre o legado da Casa.

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