Moradores da Cidade Estrutural cobraram com firmeza soluções urgentes para problemas crônicos em saúde, educação, segurança e mobilidade durante audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quarta-feira, evidenciando mais uma vez a negligência histórica do poder público com a região construída sobre um antigo lixão.
Reivindicações antigas ignoradas pelo governo
Representantes da comunidade apresentaram demandas concretas, como a construção de uma UPA, ampliação de vagas em creches, melhoria na iluminação pública e regularização fundiária. Órgãos do Governo do Distrito Federal se limitaram a prometer avaliações, sem apresentar prazos ou recursos definidos, o que reforça o padrão de postergação que afeta a população local há décadas.
A deputada distrital Paula Belmonte, autora da audiência, destacou a dívida acumulada do Estado com a Estrutural e cobrou políticas públicas efetivas para reverter o quadro de abandono.
População exige respostas definitivas
Essa região foi construída sobre um lixão. As pessoas que moram lá são guerreiras e merecem mais respeito e atenção do governo. Precisamos avançar em políticas públicas efetivas para melhorar a qualidade de vida dessa população.
Paula Belmonte
Os residentes relataram que a falta de investimentos perpetua condições precárias de vida, com impactos diretos na saúde, na segurança e na mobilidade diária de milhares de famílias. A segunda fala da parlamentar reforçou o tom de cobrança.
Compromissos vagos não convencem comunidade
Não podemos mais protelar. A população da Estrutural precisa de respostas e de soluções definitivas.
Paula Belmonte
Apesar dos compromissos formais assumidos durante a reunião, a ausência de medidas concretas mantém o sentimento de frustração entre os moradores, que veem a audiência como mais um capítulo de promessas não cumpridas em uma região historicamente esquecida pelo poder público.